sexta-feira, 1 de maio de 2026

Novo TESTAMENTO MATEUS 1

 O capítulo 1 do Evangelho de Evangelho de Mateus pode parecer apenas uma lista de nomes no começo… mas ele carrega uma mensagem profunda sobre a forma como Deus age na nossa história.

Mateus começa apresentando a genealogia de Jesus. Ali estão homens e mulheres com histórias imperfeitas, cheias de erros, recomeços e desafios. Isso já nos ensina algo poderoso: Deus não escolhe pessoas perfeitas — Ele escreve histórias de redenção com pessoas reais. Ou seja, o seu passado não impede o agir de Deus na sua vida.

Depois, vemos o anúncio do nascimento de Jesus a São José. José tinha tudo para desistir, para ir embora em silêncio… mas ele escolheu confiar. Mesmo sem entender tudo, ele obedeceu. Aqui está outra lição forte: nem sempre vamos compreender os planos de Deus, mas a confiança abre caminho para milagres.

Jesus é chamado de Emanuel — “Deus conosco”. Isso significa que você não está sozinho(a), mesmo nos dias difíceis, nas dúvidas ou nas lutas silenciosas.

Aplicando na prática:

  • Não deixe seu passado te definir — Deus pode transformar sua história.
  • Confie mesmo quando não entender o que está acontecendo.
  • Lembre-se: Deus está com você em todos os momentos.
Estudando os nomes citados na genealogia de Jesus
ABRAÃO
Abraão  é o primeiro patriarca  bíblico, considerado pela Igreja católica visto como o pai da fé.Sua história, narrada no Gênesis (cap. 12-25), destaca sua obediência radical a Deus ao deixar Ur dos Caldeus para Canaã. Ele creu na promessa de uma grande descendência, mesmo na velhice e com Sara estéril, tornando-se modelo de confiança, justiça e a Aliança com Deus. 
Principais Aspectos na Tradição Católica:
  • Pai da Fé: Abraão é o grande exemplo de obediência e confiança total em Deus, depositando sua fé mesmo sem entender o futuro.
  • A Vocação: Recebeu o chamado de Deus aos 75 anos para deixar sua terra e parentela em busca de uma terra desconhecida, a "Terra Prometida".
  • Aliança e Descendência: Deus mudou o nome de Abrão ("pai elevado") para Abraão ("pai de uma multidão") como sinal da promessa de que sua descendência seria inumerável.
  • O Teste da Fé: A prova suprema de sua fé ocorreu quando foi chamado a oferecer seu filho Isaque em sacrifício, demonstrando obediência absoluta, sendo impedido por Deus no último momento
  • Antecipação da Salvação: A história de Abraão antecipa a inclusão dos gentios (não judeus) na salvação, sendo que, através de Jesus, todos os que têm fé são herdeiros de Abraão.
  • Significado do Nome: Sua mudança de nome indica a missão de ser pai de muitas nações e a base da linhagem que leva ao povo de Deus.
A figura de Abraão é crucial para entender a história da salvação na fé católica, representando o início da relação de aliança entre Deus e a humanidade. 
Isaque, segundo a Bíblia,  foi o filho da promessa de Abraão e Sara , nascido milagrosamente na velhice deles.  Seu nome significa "ele ri", refletindo a alegria e a incredulidade de seus pais. Isaque é fundamental como o elo entre Abraão e Jacó na aliança de Deus, conhecido por seu caráter pacífico, casamento com Rebeca e por ter quase sido oferecido em sacrifício
Pontos importantes:
Milagroso: Nascido quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90, cumprindo a promessa divina.
  • O Sacrifício (Akedah): Abraão foi testado por Deus a oferecer Isaque no Monte Moriá. Isaque, já jovem ou adulto, submeteu-se, mas foi poupado por um anjo, e um cordeiro foi sacrificado em seu lugar.
  • Casamento com Rebeca: Aos 40 anos, Isaque casou-se com Rebeca, enviada por um criado de seu pai. Ele a amava muito e foi confortado por ela após a morte de sua mãe.
  • Pai de Gêmeos: Após 20 anos de oração devido à esterilidade de Rebeca, ela deu à luz Esaú e Jacó.
  • Vida e Conflitos: Isaque foi um homem rico que viveu entre os filisteus. Ele cavou poços que haviam sido obstruídos e manteve uma postura pacífica, mesmo enfrentando inveja.
  • A Bênção: Na velhice, cego, foi enganado por Jacó e Rebeca, concedendo a bênção da primogenitura a Jacó em vez de Esaú
Isaque viveu 180 anos e morreu em Hebrom. Ele é um dos três grandes patriarcas de Israel e sua história enfatiza a fé, a paciência e a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas
JUDÁ
Na Bíblia, Judá é mais conhecido como o  o quarto filho de Jacó e Lia.Ele é uma figura central do Antigo Testamento, pois dele descende a tribo de Judá, da qual vieram o Rei Davi e, posteriormente, Jesus Cristo
Sua trajetória é marcada por liderança, erros e redenção: 
  • Venda de José: Foi Judá quem sugeriu vender seu irmão José como escravo para mercadores ismaelitas, em vez de matá-lo como os outros irmãos planejavam.
  • Liderança e Sacrifício: Anos depois, no Egito, Judá demonstrou mudança de caráter ao se oferecer para ficar preso no lugar de seu irmão mais novo, Benjamim, para poupar o sofrimento de seu pai.
  • A Linhagem Messiânica: Apesar de não ser o primogênito, ele recebeu a bênção da liderança de seu pai Jacó. No Apocalipse, Jesus é chamado de "O Leão da Tribo de Judá".
  • Judá e Tamar: Sua história com sua nora Tamar (Gênesis 38) é um dos episódios mais complexos de sua vida, resultando no nascimento de Pérez, que faz parte da genealogia de Jesus. A mais conhecida é a nora de Judá (Gênesis 38), que, após ficar viúva duas vezes e ser enganada pelo sogro, disfarçou-se de prostituta para garantir sua descendência com ele, gerando gêmeos e entrando na linhagem de Jesus. A outra é a filha do Rei Davi, violentada pelo meio-irmão Amnon (2 Samuel 13). 
    Tamar, Nora de Judá (Gênesis 38) [1]
    • Contexto: Casou-se com Er, filho mais velho de Judá, que morreu por sua maldade. Casou-se então com Onã, irmão de Er, que também morreu.
    • O Plano: Judá não entregou seu terceiro filho, Selá, como prometido. Tamar, agindo com audácia, disfarçou-se e engravidou de Judá, buscando o direito ao levirato.
    • Desfecho: Ao descobrir a gravidez, Judá a condenou, mas recuou ao saber que era o pai, declarando: "Ela é mais justa do que eu".
    • Linhagem: Seus gêmeos, Perez e Zera, tornaram-na ancestral direta do Rei Davi e de Jesus Cristo. 
    Tamar, Filha de Davi (2 Samuel 13) 
    • A Tragédia: Irmã de Absalão, foi violentada por seu meio-irmão Amnon.
    • Consequências: O estupro gerou uma crise na família real, resultando no assassinato de Amnon por Absalão e intensificando os conflitos internos na casa de Davi. [
    Ambas as histórias retratam situações difíceis, mas a história de Tamar, nora de Judá, é destacada por sua coragem em buscar justiça e por sua importância na genealogia bíblica.


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Lendo e pesquisando os conhecimentos Biblicos

 


De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.” Atos 17:26

ABRAÃO

“Em meio à terra de Ur, Deus chama um homem simples, mas de coração aberto: Abraão. Com uma promessa de bênção e uma missão de fé, o Senhor pede-lhe que deixe tudo para seguir um caminho desconhecido. Abraão obedece, confiando não no que vê, mas na voz que lhe fala. Assim começa a história de uma aliança eterna, onde a fé se torna a estrada e Deus, o guia.”                        Abraão foi filho de Terá, e sua família era natural da cidade de Ur dos Caldeus, localizada na Mesopotâmia. Após a morte do irmão de Abraão, a família saiu de Ur em direção à terra de Canaã. Eles foram até Harã, e habitaram ali (Gênesis 11:31). Tanto Ur quanto Harã, eram cidades pagãs e centros de adoração ao deus da lua.

É muito difícil de afirmar com exatidão o período do nascimento de Abraão, mas a maioria dos estudiosos estabelece o início do segundo milênio antes de Cristo como data aproximada para seu nascimento. Isso está de acordo com uma possível cronologia utilizando os personagens bíblicos, além das descobertas arqueológicas que atestam um paralelo impressionante com o relato bíblico.

No capítulo 12 do livro de Gênesis, a Bíblia nos mostra Deus convocando a Abraão para que ele saísse do meio daquele cenário de paganismo. Ele deveria deixar sua parentela e partir para uma terra prometida pelo próprio Deus. Com setenta e cinco anos, ele partiu em direção à terra de Canaã levando consigo sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló, todos os seus servos e bens que havia adquirido.

Após chegar à Palestina, Abraão ficou nas proximidades de Betel, Hebrom e Berseba. Mas devido à fome que castigava a terra, Abraão desceu até o Egito. Temendo por sua vida, ele não apresentou Sarai como sua esposa, o que gerou alguns problemas para ele no Egito (Gênesis 12:13).

Saindo do Egito, Abraão subiu para o lado do sul, e retornou para as proximidades de Betel. Tanto Abraão quanto Ló eram muito ricos. Por isso houve até mesmo contenda entre seus servos, porque a terra ali não comportava os dois habitando juntos. Ló e Abraão então se separaram. Ló preferiu residir nas planícies verdes do Jordão, onde as cidades de Sodoma e Gomorra estavam situadas. Já Abraão viajou para uma planície nas montanhas, chamada Manre (Hebrom) ao sul.

A história de Abraão é marcada pelas promessas de Deus

Inicialmente Abraão se chamava “Abrão”, que significa “pai exaltado” ou “grande pai”. Em Gênesis 17 o nome do então Abrão, é mudado para Abraão, dando maior ênfase à ideia de exaltação, significando “pai de muitos” ou “pai de uma multidão”. Abraão tinha noventa e nove anos quando teve seu nome mudado por Deus.

Não foi apenas o nome de Abraão que foi mudado naquela ocasião, mas o nome de sua esposa também. De Sarai, ela passou a se chamar Sara, porque também seria mãe de uma grande nação.

Tais mudanças nos nomes tem a ver com a promessa feita por Deus a Abrão, começando ainda em Gênesis 12. Depois, já no capítulo 15 de Gênesis, Deus promete a Abraão que ele ainda seria pai, e que seu servo Eliézer não seria o herdeiro de sua casa. Sua descendência seria incontável como as estrelas do céu.

Novamente no capítulo 17 de Gênesis, mesmo após o nascimento de Ismael, Deus reafirma sua promessa a Abraão de que ele seria pai de muitas nações e que de Sara, na ocasião com noventa anos, ainda seria mãe. Deus então fez um pacto com Abraão, selado pelo sinal da circuncisão e, por fim, com o nascimento de Isaque, o filho da promessa.

Abraão paga o dízimo a Melquisedeque

Ló, sua família e seus bens, foram tomados após uma guerra na região em que ele morava. Uma pessoa que escapou conseguiu avisar Abrão do que havia acontecido. Então Abrão, juntamente com trezentos e dezoito criados, recuperou Ló e sua família das mãos dos mesopotâmios.

Após esse episódio, Abraão foi abençoado por Melquisedeque, rei de Salém. Melquisedeque também era sacerdote de El Elyon, o Deus Altíssimo, possuidor dos céus e da terra, e Abraão lhe deu o dízimo de tudo.

Abraão e Abimeleque

Da mesma forma como aconteceu no Egito, ao peregrinar em Gerar, Abraão escondeu que Sara era sua esposa temendo por sua vida. Então Abimeleque, rei de Gerar, veio e tomou a Sara. Porém Deus impediu que Abimeleque tocasse em Sara e, em sonhos, o Senhor o advertiu que Sara tinha marido.

Vale lembrar que tanto no Egito quando em Gerar, Abraão não mentiu em relação a Sara, mas falou uma meia verdade. Isso porque Sara era sua irmã por parte de Pai (Gênesis 20:12). Abimeleque devolveu Sara para Abraão, e Abraão orou sobre a casa de Abimeleque. Então a mulher e as servas do rei foram curadas, pois Deus havia fechado totalmente as madres da casa de Abimeleque.

Mais tarde Abraão e Abimeleque também fizeram uma aliança, e o lugar ficou conhecido como Berseba, “poço do juramento”, pois Abraão havia cavado um poço e os servos de Abimeleque haviam tomado à força (Gênesis 21:25).

Abraão e Ismael

Deus anunciou que Abraão teria uma grande descendência ainda no capítulo 15 de Gênesis. Mas Sara, vendo que não era capaz de conceber um filho de Abraão, ofereceu sua serva Agar a Abraão. Então de Abraão Agar concebeu a Ismael. Esse costume de uma serva conceber um filho do seu senhor era uma prática comum da época. Abraão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu.

Mais tarde, após o nascimento de Isaque, Agar e seu filho, Ismael, foram despedidos por Abraão. Eles saíram pelo deserto de Berseba. Em Gênesis 21:13, Deus avisa que também faria de Ismael uma grande nação, porque também era descendente de Abraão. É através de Ismael que os árabes estabelecem sua origem até Abraão.

Abraão, Isaque e o sacrifício

Isaque foi o filho da promessa que nasceu quando Abraão já tinha cem anos. O nome Isaque significa “rir” ou “riso”. Isaque se tornou o centro de toda esperança de Abraão em relação às promessas que Deus havia feito, porém Deus pediu Isaque em sacrifício a Abraão.

O maior dilema que Abraão poderia ter enfrentado era que, além do amor que sentia por seu filho, o fato de que a promessa de Deus poderia não se cumprir. Mas não foi isso que aconteceu, ao contrário, a Bíblia diz que Abrão confiou totalmente na fidelidade de Deus, e considerou que Deus poderia fazer com que Isaque ressuscitasse dos mortos para que a promessa fosse cumprida.

Por fim, a fidelidade de Abraão foi demonstrada, e Deus preparou um cordeiro para substituir Isaque naquele sacrifício.

Os outros filhos de Abraão e sua morte

Abraão tomou outra mulher para si chamada Quetura, talvez após a morte de Sara. Os estudiosos discutem se Quetura realmente foi uma segunda esposa ou apenas uma segunda concubina. O que podemos afirmar é que com Quetura ele teve mais seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá (Gênesis 25:2). Através dos filhos que teve com Quetura, Abraão se tornou também o pai de outros povos, como os midianitas.

A Bíblia diz que Abraão viveu 175 anos, e foi sepultado por Isaque e Ismael no campo de Efrom. A Bíblia também afirma que tudo o que ele tinha deu a Isaque. Para os demais filhos, a Bíblia diz que Abraão deu presentes.

A história de Abraão no Novo Testamento

Existem 74 referências a Abraão nos livros do Novo Testamento, ficando apenas atrás de Moisés que possuí 79.

No Novo Testamento, Deus é chamado de “o Deus de Abraão” (Mateus 22:32; Atos 7:32). Na genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus 1:1 ele aparece como antecessor do Messias e, além de pai dos israelitas segundo a carne, também é o pai espiritual de todos aqueles que compartilham a fé em Cristo (Mateus 3:9; João 8:33; Atos 13:26; Romanos 4:11; Gálatas 3:29).

A fé de Abraão é o modelo de fé que devemos ter (Romanos 4:3-11). Por tamanha fé ele esta presente na galeria dos Heróis da Fé na Epístola aos Hebreus (Hebreus 11:8-19).

A historicidade da vida de Abraão

Embora não exista nenhum relato extrabíblico sobre a história de Abraão (apenas algumas prováveis evidencias em escritos babilônicos), tudo o que a arqueologia já descobriu sobre a civilização da época de Abraão faz com que muitos estudiosos classifiquem os relatos bíblicos como uma descrição perfeita do período que é apresentado.

A guerra entre os quatro reis do Egito contra os reis locais no capítulo 14 de Gênesis, por exemplo, é considerado por arqueólogos um dos relatos mais detalhados sobre o assunto, com uma precisão geográfica impressionante.


Características de Abraão

  • Abraão é o pai do povo hebreu.
  • Abraão é considerado o pai da fé porque o Novo Testamento ensina que todos que têm fé em Jesus são descendentes espirituais de Abraão.
  • A Bíblia não esclarece praticamente nada da vida de Abraão antes dos 75 anos de idade.
  • Abraão foi pai de Isaque com 100 anos de idade.
  • Abraão era quase um nômade, porém era um homem muito poderoso e rico.
  • Ele era um homem de paz, mas utilizava seus servos como um exército em conflitos ocasionais (Gênesis 14).
  • Abraão teve encontros pessoais com Deus (Teofanias), e em um deles Deus, em forma humana,visitou Abraão acompanhado por dois anjos (Gênesis 12:7-9; 18:1-33).
  • Abraão também recebeu a palavra de Deus em sonhos (Gênesis 15:12-17).
  • Foi chamado pelo próprio Deus de profeta (Gênesis 20:7).
  • Por duas vezes escondeu que Sara era sua esposa (Gênesis 12:11-13; 20:5).
  • Abraão é chamado de “amigo de Deus” (2 Crônicas 20:7; Tiago 2:23).
  • Depois de Moisés, é o personagem do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Multiplicação para aluno(a) com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 1

 Multiplicação para aluno(a) com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 1

Ensinar multiplicação para uma criança ou adolescente com autismo leve pode ser muito mais eficaz se o método for visual, concreto e estruturado, respeitando o jeito único como ela aprende.

1️⃣ Comece pelo concreto, depois vá para o abstrato


O meu nome é Elione, eu tenho 57 anos, sou pedagoga com especialização em psicopedagogia, mas já sou aposentada. De acordo com a  minha experiência de trabalho com aluno com TEA - nível 1, eu tive o cuidado de primeiro aprofundar bem os números e as 4 operações matemáticas na interação cotidiana do aluno. para isso, eu fomentei a ideia de buscarmos realidades  na escola(quantidades de aluno na própria sala de aula do mesmo, em horário diferente, havia um dia da semana para isso, pois ele não tinha cuidador(a) na época, a professora colaborava até mesmo com fotos da sala, para que pudéssemos contar diariamente, quantos alunos estavam presentes ou não.  Como tínhamos acesso a computador e impressora imprimíamos os mesmos e geravam atividades cotidianas. isso nos possibilitava o uso do calendário móvel que deve existir na sala de aula, não como decoração, mas sim como item de desenvolvimento diário do aluno. podemos chamar do cantinho da matemática ativo, pois além do calendário existia tanto material confeccionados para esse objetivo, quanto material disponibilizados pelo próprio sistema. 
Eu não posso falar de matemática  sem falar o material dourado da Montessori e também não falar de um trabalho que deve ser inicializado na educação infantil e continuado e consolidado mas primeiras séries do ensino fundamental, pois um depende do outro. No nosso caso, o aluno estava sem esse embasamento, pois na época (2016 a 2018), para nós era o início deum olhar voltado para a educação especial como um todo.
Decidimos começar com o que podíamos e partimos para o uso do material dourado com confecção de muitos materiais ligados ao mesmo.





Como trabalhávamos a data do dia, com o sistema de numeração decimal e material dourado, podíamos desmembrar o número em dezenas e unidades, sempre com a participação ativa do aluno. Antes de mostrarmos números no papel, usávamos objetos reais:

Antes de mostrarmos números no papel, usávamos objetos reais:

  • tampinhas, lego, dinheiro fantasia, blocos, lápis, balas, figurinhas, brinquedos aproveitávamos o que usávamos nas provas piagetianas como bichinhos plásticos, formas geométricas pequenas . 

Em breve a continuidade. Estou  resgatando material para publicação!
A
té breve!

quinta-feira, 17 de julho de 2025

O TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO A SANTÍSSIMA VIRGEM POR SÃO LUÍS M. G. DE MONTFORT

 

O TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO A SANTÍSSIMA VIRGEM POR SÃO LUÍS MARIA GRIDNIOM DE MONTFORT

O "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem" é uma das obras mais conhecidas e influentes sobre a espiritualidade mariana, escrita por São Luís Maria Grignion de Montfort, missionário francês do século XVIII. A obra propõe uma consagração total a Jesus Cristo por meio de Maria, defendendo que a melhor forma de se unir ao Senhor é se entregar completamente à sua Mãe.

                 INTRODUÇÃO


Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Pe. Battista Cortinovis


O Manuscrito

Sepultado no "silêncio de um baú", como havia predito Montfort (VD 114), o manuscrito foi descoberto na biblioteca da Casa-Mãe da Companhia de Maria em Saint-Laurent-sur-Sèvre, a 22 de abril de 1842, pelo Pe. Rotureau que procurava material para uma pre-gação marial.

Na Revolução Francesa "os papéis, os manuscritos das duas Comunidades foram escondidos nos sítios vizinhos, onde ficaram inteiramente enterrados no pó durante vários anos. Os que foram encontrados foram postos, parte na biblioteca dos Padres, parte na casa das Irmãs; este de que se trata foi posto na Biblioteca da casa "Santo Espírito" e lá permaneceu desconheci-do, como o autor havia predito".

No momento da redescoberta, as folhas estavam ainda separadas umas das outras, mas cada qual no seu lugar. Apressou-se a encaderná-las a fim de conservar esses preciosos restos; e, com alguns outros escritos monfortinos, enviou-se o manuscrito a Roma em vista do processo de beatificação. Infelizmente, oito folhetos do começo e pelo menos um do fim tinham desaparecido. Em 1956-1957 a restauração pelos monges basilianos de Grottaferrata permitiu estudar de perto o manuscrito antes que ele recebesse sua nova encadernação. Uma descrição detalhada foi então publicada em Documentation Mariale.

O Tratado da Verdadeira Devoção é sem a menor dúvida a obra mais conhecida do santo missionário, obra que expõe e desenvolve "o maior dos meios e o mais maravilhoso de todos os segredos para adquirir e conservar a divina Sabedoria" (ASE 203).

1. Paternidade da obra

Ninguém jamais colocou em dúvida a paternidade da obra ou da grafia. O Pe. Dalin tinha atentamente estudado a escrita e as obras de Montfort então conhe cidas, quando ele publicou, em 1839, com a autorização do Pe. Deshayes, superior geral, uma Vida do venerável servo de Deus. Eleito superior geral em janeiro de 1842, ele testemunha, a 10 de maio do mesmo ano, no processo diocesano já em curso para a beatificação do Venerável Servo de Deus. A respeito do manuscrito recentemente encontrado, eis o que diz: "Caderno de cerca de 160 páginas, tendo por tema a devoção à  Santíssima Virgem, começando por estas palavras: C'est par la très Ste Vierge que J.C. est venu au monde... Foi pela Santíssima Virgem que Jesus Cristo veio ao mundo... E terminando por estas: Justus meus ex fide vivit. Pois o justo vive em toda a parte da fé. A escrita que é inteiramente a do Pe. de Montfort bem como as rasuras e as notas interlineares provam evidentemente que esta obra é verdadeiramente do venerável Servo de Deus. O fundo das coisas e o caráter do estilo tampouco permitem dúvida alguma sobre isto".

2. Assunto da obra

Luís Maria Grignion expõe a função de Maria no plano divino redentor: necessidade de Maria para Deus (necessidade hipotética), necessidade para os se- res humanos.

Na ótica do plano divino: necessidade da devoção para com a Santíssima Virgem, necessidade de conhe- cer qual é a verdadeira devoção, que importa escolher e viver. A melhor prática da verdadeira devoção é a santa escravidão de Jesus em Maria.

O Pe. Garrigou-Lagrange não receava afirmar: "É esta a obra que praticamente mais contribuiu, bem se pode dizê-lo, para fazer conhecer às almas interiores a mediação universal de Maria e as graças sempre novas que nos chegam por suas mãos... Uma só ideia-mãe, a da maternidade espiritual de Maria a nosso respeito, anima por inteiro este livro que se desenvolve, não mecanicamente só pela justaposição de suas partes, mas de um modo orgânico, assim como cresce um ser vivo... Sente-se que o Bem-aventurado está de tal modo pos- suído por seu tema, que poderia falar dele ao infinito e sem fadiga, e que tudo o que ele acrescentasse não estancaria a sua fonte, e seria ainda inferior às belezas que ele entrevê".

De seu lado Henrique Bremond sustenta que Montfort é "o mestre por excelência da devoção mariana" e acrescenta: "No seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, a devoção das elites e a devoção das multidões se encontram, elas se fundem uma na outra, preciosa obra-prima da qual não se saberia divina dizer se é mais beruliano que popular ou inversamente”

Com amor da sabedoria Eterna e os Cânticos, o Tratado oferece a todas as pessoas  os meios mais eficazes, o misterioso segredo da ascensão progressiva á união íntima com o Cristo. São Luís Maria Grigniom de Montfort, é verdadeiramente, como sublinha João Paulo segundo, um "mestre espiritual".